quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Dilma diz que governo 'aperta o cinto', mas não corta Bolsa Família

“Eu estou aqui dizendo para vocês: o Bolsa Família não vai ser interrompido. O Minha Casa Minha Vida não vai ser interrompido”
A presidente Dilma Rousseff reiterou nesta quinta-feira (29) que, apesar dos ajustes na economia, o Programa Bolsa Família não será alvo de cortes nem redução no Orçamento. Segundo Dilma, “há muita conversa que não é séria” e “boatos” sobre o programa, mas os recursos e o pagamento em dia do benefício estão garantidos.
“Podem ter certeza o governo federal não vai parar o Bolsa Família ou diminuir o Bolsa Família ou não pagar em dia o Bolsa Família", destacou. "Estou aqui dizendo para vocês: o Bolsa Família não vai ser interrompido, o Minha Casa, Minha Vida não vai ser interrompido”, acrescentou a presidente em discurso durante a entrega de 928 apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida no Paranoá, cidade do Distrito Federal a cerca de 10 quilômetros do centro da capital federal.
“Estamos fazendo um esforço para melhorar as nossas finanças e voltar a crescer mais rápido. Mas o programa Minha Casa Minha Vida não para. Ele é importante para as famílias brasileiras”, afirmou
Dilma destacou que o país atravessa um período de dificuldades econômicas e que está “apertando o cinto” para reduzir despesas, mas sem abrir mão de gastos sociais considerados importantes, como o Bolsa Família e os investimentos no programa habitacional. A presidente lembrou a reforma administrativa que o governo está fazendo – com a redução de oito ministérios e 30 secretarias, bem como os cortes de cargos em comissão e a redução em 10% do salário da própria presidente e dos ministros de Estado – para reforçar que o governo faz um grande esforço fiscal justamente para manter os programas sociais.
“O esforço que a gente faz tem dois sentidos. A gente aperta o cinto e também garante aqueles programas que são fundamentais para a vida da população do nosso País”.
Dilma afirmou que o Minha Casa Minha Vida já atingiu a marca de 4,1 milhões de moradias contratadas e o governo não apenas vai manter o programa, como vai ampliá-lo com o Minha Casa Minha Vida 3. 
“Eu estou aqui dizendo para vocês: o Bolsa Família não vai ser interrompido. O Minha Casa Minha Vida não vai ser interrompido”
Ela destacou que um empreendimento de tal porte não poderia ser realizado apenas por meio da iniciativa privada, porque se assim tivesse sido, “não haveria condição de caber no bolso das famílias o pagamento da sua casa própria”.
Por isso, a presidente acrescentou ser importante que os recursos públicos continuem sendo destinados a esse programa. “Nós achamos que o correto é destinar esses tributos para aqueles que mais precisam. Ajudá-los a comprar a casa própria”, enfatizou.
Dilma lembrou que o Minha Casa Minha Vida ajuda a economia brasileira. “Ele garante emprego, ele assegura emprego na construção civil. E também garante a casa própria e garante emprego, por isso é muito importante”.
A presidente desejou a todos os novos proprietários que sejam felizes em suas novas residências e destacou que as casas recebidas hoje não são apenas um patrimônio financeiro, mas também social e afetivo, um lar onde as crianças e os jovens poderão se desenvolver com mais segurança.
Cerimônia
Dilma participou da cerimônia ao lado do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg. O governador chegou a ser chamado de “caloteiro” por manifestantes que protestavam contra a falta de pagamento de reajuste a servidores púbicos. Por videoconferência, também foram entregues casas nos municípios paulistas de Sorocaba, Hortolândia, Bragança Paulista e Nova Odessa, e em Canoas (RS), num total de 2.691 moradias.
No Paranoá, os apartamentos entregues hoje têm cerca de 46 metros quadrados divididos em sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço. O condomínio tem rede de água, esgoto, energia elétrica, iluminação pública, pavimentação e área de lazer com centro comunitário e praças. O empreendimento recebeu investimento total de R$ 405,6 milhões e deve beneficiar cerca de 3 mil pessoas. De acordo com a Caixa, que financia os imóveis, cada apartamento está avaliado em R$ 65 mil.