quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Mulheres que acusam Donald Trump de assédio sexual unem-se para o processar

Um grupo de supostas vítimas do atual presidente dos EUA vai dar, esta segunda-feira, uma conferência de imprensa conjunta na qual anunciará a decisão de pedir ao Congresso que abra uma investigação aos alegados abusos sexuais.
Várias mulheres que acusam o presidente dos EUA, Donald Trump, de assédio sexual reuniram-se pela primeira vez esta segunda-feira para dar uma conferência de imprensa conjunta e falar sobre os casos, como confirma o grupo de documentalistas Brave New Films.
As supostas vítimas de Trump planeiam pedir ao Congresso dos EUA que abra uma investigação ao assunto.
No total, 16 mulheres acusaram Donald Trump de vários tipos de abuso sexual, como beijos forçados, humilhação e assédio, recorda a CBS News, citada pela RT.
Nikki Haley, embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, surgiu, contrariamente ao esperado, em defesa das mulheres que se apresentam como vítimas, afirmando que estas “devem ser ouvidas”.
Tendo em conta que a administração Trump sempre garantiu que as alegações seriam falsa, esta é uma declaração surpreendente da embaixadora dos EUA.
A ex-governadora da Carolina do Sul insistiu que as mulheres que se queixaram não devem ser tratadas de forma diferente das que têm denunciado casos de assédio sexual em Hollywood.“Devem ser ouvidas e devemos lidar com isso“, disse Nikki Haley num programa da CBS, citada pelo New York Times. “E acho que as ouvimos antes das eleições. E acho que qualquer mulher que se sinta abusada ou maltratada de qualquer forma deve ter todo o direito de o denunciar”, afirmou.
Já na semana passada, dois membros do Partido Democrata e um do Partido Republicano demitiram-se após acusações de condutas impróprias.
“Tenho muito orgulho nas mulheres que avançaram. Estou orgulhosa da sua força. Estou orgulhosa da sua coragem. Penso que vai iniciar a consciencialização para a situação não só dos políticos, mas também como vimos em Hollywood e em todas as indústrias. Acho que chegou a hora”, disse a embaixadora.
Segundo o Público, Haley é vista há alguns anos como uma estrela em ascensão no Partido Republicano, tendo sido apontada como uma potencial candidata presidencial.
Inicialmente crítica de Trump, acabou por aceitar o convite para o cargo de embaixadora dos EUA nas Nações Unidas. Nas últimas semanas, e perante os crescentes rumores de que o secretário de Estado Rex Tillerson está de saída, Haley tem sido mencionada como uma possível sucessora deste na chefia da diplomacia norte-americana.